Segundo uma convenção internacional, o espaço começa a 100 quilômetros acima do nível do mar. Abaixo disso estaremos cada vez mais imersos no manto gasoso que envolve nosso mundo, a atmosfera que nos protege e nos alimenta.
No espaço não existe ar e portanto não há como propagar vibrações mecânicas, como o som. Assim, o grito de um astronauta estará sempre contido nos limites de seu próprio capacete.
Dito assim o espaço soa como um lugar sinistro e perigoso, mas o fato é que até hoje nenhum ser humano morreu no espaço. Todos os acidentes (incluindo o trágico regresso do ônibus espacial Columbia em 2003) aconteceram abaixo dos 100 km de altitude.
No espaço não existe ar e portanto não há como propagar vibrações mecânicas, como o som. Assim, o grito de um astronauta estará sempre contido nos limites de seu próprio capacete.
Dito assim o espaço soa como um lugar sinistro e perigoso, mas o fato é que até hoje nenhum ser humano morreu no espaço. Todos os acidentes (incluindo o trágico regresso do ônibus espacial Columbia em 2003) aconteceram abaixo dos 100 km de altitude.
Cotidiano
A SENSAÇÃO DE AUSÊNCIA DE PESO quando se está em órbita recebe o pomposo nome de imponderabilidade. Isso não é o mesmo que ausência de gravidade (o que não ocorre) mas produz efeitos curiosos tanto no corpo quanto na mente humana.
No espaço, simplesmente não existe “em cima” e “embaixo”. O interior das naves precisa identificar bem o teto e o chão porque o astronauta simplesmente não sente diferença alguma. Não se tem a sensação de estar de cabeça para baixo.
E ao contrário do que se poderia pensar, as refeições não são “pílulas”, mas comida quente e saborosa, aquecida no microondas. Contudo, algumas tarefas do dia-a-dia tornam-se mesmo peculiares em órbita. Como ir ao banheiro, ou melhor, ao “sistema de administração de dejetos”, cujo assento possui um aspirador, para que a microgravidade não deixe o usuário constrangido ao ver que seu ato resultou numa miríade de objetos mal cheirosos flutuando ao redor.
A SENSAÇÃO DE AUSÊNCIA DE PESO quando se está em órbita recebe o pomposo nome de imponderabilidade. Isso não é o mesmo que ausência de gravidade (o que não ocorre) mas produz efeitos curiosos tanto no corpo quanto na mente humana.
No espaço, simplesmente não existe “em cima” e “embaixo”. O interior das naves precisa identificar bem o teto e o chão porque o astronauta simplesmente não sente diferença alguma. Não se tem a sensação de estar de cabeça para baixo.
E ao contrário do que se poderia pensar, as refeições não são “pílulas”, mas comida quente e saborosa, aquecida no microondas. Contudo, algumas tarefas do dia-a-dia tornam-se mesmo peculiares em órbita. Como ir ao banheiro, ou melhor, ao “sistema de administração de dejetos”, cujo assento possui um aspirador, para que a microgravidade não deixe o usuário constrangido ao ver que seu ato resultou numa miríade de objetos mal cheirosos flutuando ao redor.
A higiene de um astronauta é trabalhosa. Tomar banho, por exemplo, requer a montagem do box (que afinal não vai ficar sempre ocupando um lugar no restrito interior da nave), abastecê-lo com água, depois se lavar, aspirar toda a água (você não iria querer que bolhas d'água circulassem livremente pela nave) desmontar o compartimento e reciclar a água utilizada. Mesmo assim o prazer de um banho após um exaustivo dia de trabalho compensa o esforço.
Esforço, aliás, é o que não deve faltar a um astronauta, que se alterna entre oito horas de trabalho, sono e lazer, mas inclui também uma série diária de exercícios físicos. É que sob a imponderabilidade o cálcio escapa pela urina e a estrutura óssea se enfraquece.
O pouco uso das pernas também faz o sangue circular mais pela parte superior do corpo e isso amolece os músculos. Movimentos mais suaves também diminuem o consumo de oxigênio transportado pelos glóbulos vermelhos – o que resulta numa diminuição de 8 a 20% em seu número total. E até o aparelho digestivo se acostumar a sensação de flutuação (que é semelhante a uma queda sem fim), o astronauta pode sofrer enjôos ou tonturas.
Esforço, aliás, é o que não deve faltar a um astronauta, que se alterna entre oito horas de trabalho, sono e lazer, mas inclui também uma série diária de exercícios físicos. É que sob a imponderabilidade o cálcio escapa pela urina e a estrutura óssea se enfraquece.
O pouco uso das pernas também faz o sangue circular mais pela parte superior do corpo e isso amolece os músculos. Movimentos mais suaves também diminuem o consumo de oxigênio transportado pelos glóbulos vermelhos – o que resulta numa diminuição de 8 a 20% em seu número total. E até o aparelho digestivo se acostumar a sensação de flutuação (que é semelhante a uma queda sem fim), o astronauta pode sofrer enjôos ou tonturas.
Arte e técnica
DO LADO DE FORA DA NAVE, a absorção de temperatura ainda depende de certas características do material de que ela é feita. A superfície externa tanto da nave quanto do traje espacial devem ser claros para refletir bem a luz e o calor do Sol.
Mas esse não é o único sistema para proporcionar uma temperatura confortável. O calor do próprio astronauta pode fazer do interior de seu traje espacial um lugar sufocante. Em lugar disso uma rede de tubos circula água próxima ao seu corpo.
O calor corporal é então transferido para uma unidade de refrigeração no compartimento montado em suas costas, onde a água entra em contato com uma placa de metal porosa cuja outra extremidade está conectada ao espaço. Parte da água atravessa lentamente os poros e congela, sendo progressivamente expelida no vazio (sublimada), como vapor.
Ser astronauta significa passar por tudo isso. Afinal, eles integram a equipe mais seleta do mundo, com apenas 522 profissionais (incluindo os já aposentados e falecidos). É claro que viver no espaço é apenas uma parte da exploração do Universo. E o meio pelo qual vamos até lá é a Astronáutica, a arte e técnica de navegar o firmamento.
DO LADO DE FORA DA NAVE, a absorção de temperatura ainda depende de certas características do material de que ela é feita. A superfície externa tanto da nave quanto do traje espacial devem ser claros para refletir bem a luz e o calor do Sol.
Mas esse não é o único sistema para proporcionar uma temperatura confortável. O calor do próprio astronauta pode fazer do interior de seu traje espacial um lugar sufocante. Em lugar disso uma rede de tubos circula água próxima ao seu corpo.
O calor corporal é então transferido para uma unidade de refrigeração no compartimento montado em suas costas, onde a água entra em contato com uma placa de metal porosa cuja outra extremidade está conectada ao espaço. Parte da água atravessa lentamente os poros e congela, sendo progressivamente expelida no vazio (sublimada), como vapor.
Ser astronauta significa passar por tudo isso. Afinal, eles integram a equipe mais seleta do mundo, com apenas 522 profissionais (incluindo os já aposentados e falecidos). É claro que viver no espaço é apenas uma parte da exploração do Universo. E o meio pelo qual vamos até lá é a Astronáutica, a arte e técnica de navegar o firmamento.
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